Bica, bicudo

Especial Libertadores

Foto: LANCEPRESS! – (BRASIL OUT)

Carol Leandro para a Grupa

Falta pouco para a estreia do Galo na Copa Libertadores da América de 2019. No dia 5 de Fevereiro, às 19:15, o Glorioso entra em campo contra o Danúbio, no Uruguai, pela fase pré-classificatória para a fase de grupos da competição. Para celebrar esse momento especial que é jogar uma Libertadores, lançamos uma série de textos que lembram os jogos inesquecíveis da competição de 2013 assinados pela maravilhosa grupinha Carol Leandro. Façam essa jornada conosco e revivam esses momentos únicos, preparando o coração e o espírito para entrar em campo com o Galo!

UMA LIBERTADORES INESQUECÍVEL

Ah, como é bom lembrar da Liberadores de 2013! E, principalmente, como foi bom VIVER cada detalhe dela. O final todo mundo já sabe, o que irei fazer aqui é traçar os passos até aquele fim épico. Vamos, passo a passo, reviver cada fato que me marcou como atleticana e gostaria que vocês dividissem comigo como viveram esses mesmos momentos.

O começo do nosso título não foi em janeiro de 2013, foi em 2012. Primeiro, o então presidente Alexandre Kalil contratou Victor, que até aquele momento ainda não era santo. Eu sempre ouvi dizer que um grande time começa por um grande goleiro, mas só aprendi isso de verdade em 2013. Outra frase que sempre me disseram sobre futebol é que nenhum time é campeão sem camisa 10 e nós tivemos o melhor possível. Em uma negociação relâmpago, Kalil contratou Ronaldinho Gaúcho.

Eu, particularmente, sempre torci pelo sucesso do R10 e em alguns momentos fazia isso de maneira inconsciente, principalmente quando estava em times que eu não gostava, como Barcelona e Flamengo. Sempre gostei de vê-lo jogar, brincar com a bola, se divertir e encantar o mundo. Até hoje não acredito que tive a oportunidade de assistir ele fazendo isso tudo com a camisa do Galo.

O time montado para o campeonato brasileiro de 2012 era algo espetacular de se assistir. Dentro do Independência era invencível. Mas não deu para ser campeão brasileiro naquele ano, e chegamos na última rodada dependendo de uma combinação de resultados para classificar para a fase de grupos da Libertadores de 2013. Um resultado fácil, vitória no clássico, e outro imprevisível: um empate no “Grenal” ou vitória do Inter.

Deu tudo certo

Grêmio e Inter empataram e o tricolor gaúcho ficou com a 3° colocação, nós vencemos e ficamos em 2° lugar, classificados para fase de grupos. Mas antes de saber disso, vivemos momentos de tensão já naquele dia, entre tantos que viriam até a conquista de 2013. Apesar dos jogos serem em horários simultâneos, nossa partida terminou antes. Terminado o clássico, nossos jogadores se reuniram no centro do gramado, aguardando o resultado da partida do sul.
Confirmada a classificação, eu vi da arquibancada a equipe atleticana comemorando muito e senti o quanto era importante aquele resultado, era uma conquista, era um objetivo. Depois de muitos anos distantes, estávamos de volta à competição mais importante do continente e dessa vez era tudo diferente, entraríamos como protagonistas, para sermos campeões.

O próximo passo era o sorteio dos grupos. Eu não preciso nem me delongar muito no assunto: sorte de atleticano, não é? Lembre-se que estamos falando do final de 2012 e início de 2013. Então, como era previsível não tivemos muita sorte e caímos no grupo da morte. Tínhamos em nosso grupo um time argentino, que pela rivalidade com brasileiros e pela raça característica é sempre um duelo difícil; um boliviano, que joga na altitude; e um brasileiro, que era simplesmente o maior campeão da Libertadores em nosso país. Em momento nenhum tememos qualquer um de nossos adversários, a nossa confiança estava em alta.

Alexandre Kalil fazia questão de sempre frisar que a Copa Libertadores era uma obsessão no Galo, sentimento que foi passando para comissão técnica, funcionários, jogadores e, obviamente, contagiou a torcida. A simbologia do ano “Dois Mil e Galo” casou com nossa expectativa e naquele momento nada mais nos importava, queríamos a Libertadores e ponto.

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