Além das 4 linhas

O lugar de mulher é também na política

Foto: Michelle Hess/Refinery29

por Jeanne Moreira Alves para Grupa

Em tempos de direitos fundamentais mitigados e flexibilizados, ainda podemos exercer nossa soberania através do voto ao elegermos nossos representantes para o exercício do poder. Mas até que ponto estes realmente nos representam?

Os dados apresentados pelo TSE em março deste ano mostram que 52% do eleitorado brasileiro é composto por mulheres, que podem exercer o direito de votarem e serem votadas. Porém o que acontece na realidade é que as mulheres votam, mas não se elegem.

O Brasil se encontra atualmente na 152ª posição no ranking mundial de representatividade feminina no Congresso, isto porque, de 513 deputados, apenas 10,5% são mulheres. Ainda que já esteja em vigor, desde as últimas eleições, a obrigatoriedade aos partidos para lançarem candidatas nas suas campanhas eleitorais, o que ocorre na realidade é o cumprimento da cota mínima por mera questão de cumprimento de requisito, sem que haja efetiva campanha para eleição destas, ou até mesmo, burlam a cota com candidaturas falsas, através dos ditos “laranjas”.

De que maneira essa baixa representatividade nos prejudica enquanto eleitoras? Principalmente pela ausência de projetos e políticas que sejam voltadas para nossa realidade e que realmente nos representem e incentivem, seja na área da saúde, emprego, segurança pública e demais direitos fundamentais. Não é de se esperar que as casas legislativas lotadas de homens consigam enxergar a realidade feminina da mesma forma que nós fazemos e, menos ainda, que lutem por melhores condições de dignidade e crescimento como lutaríamos nós mesmas. No fim das contas, somos sempre “nós por nós”.

Portanto, no próximo domingo, fica o apelo para que votemos em candidatas mulheres, principalmente nos cargos eletivos do poder legislativo. Para que possamos eleger Assembleias Legislativas e um Congresso Federal que realmente nos representem, que garantam, e levem para as tribunas nossas vozes e nossas forças, que já foram silenciadas por tanto tempo. Precisamos, cada vez mais, lutar para ocupar todos os espaços que nos foram negados e nos pertencem por direito. Por mais mulheres na política, no Congresso, no estádio, em grandes cargos em empresas privadas e onde elas quiserem!

Fontes: http://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2018/Marco/mulheres-representam-52-do-eleitorado-brasileiro

https://www.uol/eleicoes/especiais/mulheres-parlamento-brasil-congresso-deputados-mundo-representatividade.htm#congresso-e-lugar-de-mulher

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